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Confinia

Reconstrói as fronteiras do mundo

GeografiaDificuldade: Difícil3-10 minComputador e telemóvel

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O que é o Confinia

O Confinia dá-te um mapa sem geografia nenhuma: algumas casas vazias unidas por linhas tracejadas e, ao lado, um conjunto de peças com países. Coloca cada país de modo a que cada linha una duas nações que partilham mesmo uma fronteira terrestre. Tocas numa peça, tocas numa casa e reorganizas à vontade. Com o tabuleiro cheio, carregas em Verificar e cada ligação recebe um carimbo verde, se a fronteira existe, ou vermelho, se não existe.

A dificuldade não está em saber onde ficam os países no globo, mas em contar. Uma casa com cinco linhas a sair dela exige um país com pelo menos cinco vizinhos terrestres, o que elimina logo quase todas as peças. Lê o tabuleiro como uma forma e não como um mapa e o puzzle passa a ser um problema de correspondência: as casas mais movimentadas pedem os países mais movimentados.

Como jogar

  1. Escolhe um nível, de Fácil a Impossível, toca numa peça e depois numa casa vazia para a colocar. Se tocares num país já colocado, ele volta para trás.
  2. Cada linha tracejada afirma que os dois países que une partilham uma fronteira terrestre real. Travessias por mar não contam e os países insulares nunca aparecem entre as peças.
  3. A Sondagem é o teste a meio do jogo. Só analisa as ligações cujas duas pontas já estão preenchidas, portanto podes validar um canto antes de te comprometeres com o resto. Tens quatro sondagens nos níveis fáceis e duas no Impossível.
  4. Com todas as casas preenchidas, carrega em Verificar. Verde é fronteira verdadeira, vermelho é fronteira inexistente. Podes continuar a jogar com ligações vermelhas, mas a verificação falhada custa estrelas e pontos. Quando tudo fica verde a ronda termina e a pontuação é somada.

Estratégias que funcionam

  • Conta linhas antes de contares países. Ordena as casas pelo número de ligações e procura peças com um número equivalente de vizinhos. Portugal, a Dinamarca e a Coreia do Sul têm exatamente um vizinho terrestre, por isso só cabem numa casa com uma única linha.
  • Avança a partir das jogadas forçadas. Se apenas um país disponível faz fronteira com duas peças que já colocaste, essa colocação é certa. Uma cadeia de jogadas forçadas resolve a maioria dos tabuleiros Fácil e Médio sem gastar uma sondagem.
  • Usa cedo a primeira sondagem. É gratuita e não custa nenhuma estrela, por isso dispara-a assim que tiveres três ou quatro peças colocadas e ainda possas reagir. As seguintes custam pontos e uma estrela cada.
  • Confia nas peças. Estão lá exatamente os países que a solução usa, sem sobras. Se um país improvável está à tua espera, tem casa algures, e encontrar a casa com o número certo de vizinhos costuma desmontar o resto do puzzle.
  • Equilibra velocidade e certeza. O bónus de tempo desce até zero no limite do nível, dos noventa segundos do Fácil aos quinhentos do Impossível, mas uma verificação falhada custa mais do que os segundos poupados. Uma vitória limpa, sem pistas nem erros, prolonga a tua série, que vale até um multiplicador de 1,5.

Um pouco de história

O Confinia é um jogo original criado para este site, mas o objeto com que brinca é real e há muito estudado. Trata cada país como um ponto e cada fronteira partilhada como uma linha entre dois pontos e obténs aquilo a que os matemáticos chamam um grafo de adjacências. É esse grafo que sustenta o teorema das quatro cores, demonstrado em 1976 por Kenneth Appel e Wolfgang Haken, segundo o qual qualquer mapa desenhado num plano pode ser colorido com quatro cores sem que dois vizinhos coincidam. O Confinia inverte a pergunta: em vez de colorires um mapa fixo, recebes um diagrama abstrato e tens de encaixar nele a rede real de fronteiras, tarefa conhecida como correspondência de subgrafos. Cada tabuleiro nasce de uma pesquisa que só para quando encontra uma disposição válida, por isso todos os puzzles têm pelo menos uma solução.

Perguntas frequentes

Preciso de decorar as fronteiras do mundo para jogar?

Nos primeiros níveis não. O Fácil e o Médio usam apenas países que quase toda a gente sabe nomear, e a forma do tabuleiro faz grande parte do raciocínio por ti. A partir do Difícil entram todos os países com fronteiras terrestres e a geografia real começa a compensar.

Porque não há países insulares?

Só aparecem nações com pelo menos uma fronteira terrestre. A Islândia, o Japão, Cuba e companhia não têm vizinhos por terra, por isso nunca poderiam satisfazer uma linha tracejada e ficam de fora.

O que muda o modo Babel?

O nome de cada país aparece numa língua diferente daquela em que estás a jogar, por vezes no endónimo que o próprio país usa. A geografia não muda, mudam só as palavras, e assim aprendes nomes como Suomi, Deutschland ou Hrvatska enquanto resolves.

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